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Há futuro para pequenos escritórios jurídicos?

advogadosamanha“Eu não vejo muito futuro (depois de 2020) para a maioria das pequenas empresas ….”
– Richard Susskind

O autor do bestseller Advogados de amanhã afirma que teremos muito poucos escritórios jurídicos em 2020 de pequeno porte, devido a três principais fatores:

1. Clientes que exigem mais trabalho por menos dinheiro;

2. Liberalização da profissão ou trabalhos feitos por não advogados;

3. Tecnologia;

Em relação a clientes, a realidade afirmada por Susskind é verdadeira inclusive no Brasil: Temos visto cada vez mais clientes exigindo dos advogados mais trabalho por menos dinheiro.

Em razão de diversos fatores, inclusive por ser uma classe desunida, profissionais – em sua maioria mais jovens na carreira – aceitam trabalhos por valores menores, muitas vezes que não cobrem nem mesmo seus custos, e acabam transformando todo mercado numa vala comum.

Todos reclamam que querem ganhar mais, serem valorizados, etc, contudo, não se valorizam. Um erro elementar, mas real.

Apesar de no Brasil termos esculpidos na Constituição Federal no seu artigo 133 que a advocacia é imprescindível para a administração da justiça, temos cada vez mais trabalhos feitos por não advogados que resolvem os problemas dos clientes. Vejamos os contadores, que muitas vezes orientam sobre impostos, até mesmo sobre demandas judiciais, sem terem o conhecimento jurídico específico, mas para clientes ávidos em preços e apenas preços, uma resposta de alguém de confiança é mais do que suficiente.

A advocacia deve estar cada vez mais moldada em três pilares: estratégia, negociação e conhecimento.

Ser estratégico é obter o melhor para o cliente, independente de processo judicial. Ter um bom campo de negociação é basilar para que o advogado possa sobreviver no mercado. O conhecimento cada vez deve ser mais multidisciplinar e não apenas voltado ao conhecimento jurídico.

E a tecnologia, mais do que nunca, está presente na vida do advogado, seja através do processo eletrônico, seja através da gestão, que demonstra com clareza a necessidade de usar ferramentas eletrônicas para controle, gerenciamento e total eficácia dos processos internos desenhados.

A advocacia vive uma revolução, sem sombra de dúvidas.

Se Susskind está certo sobre escritórios pequenos, ainda veremos, contudo, a visão dele tem muita coerência com o que estamos vendo hoje.

Para se firmarem, os pequenos devem seguir três regras basilares:

1. Especialização;

2. Diferenciação;

3. Tornar-se competitivo;

Afirmo que ao estabelecer áreas de atuação mais específicas, ou como diferenciação transformar as áreas ditas como comuns, com foco em resolver problemas e não apenas distribuir processos; Isto, aliado a processos internos inteligentes e com uso de tecnologia naquilo que for viável, para que o trabalho humano seja cada vez mais pensante e menos burocrático, irá fazer com que o mercado continue sendo viável a escritórios pequenos ou grandes.

Estas minhas regras valem para hoje, já quanto a prever o amanhã, quem sabe? Ao invés de prever u futuro daqui a cinco anos, prefiro fazer um futuro de um ano ou dois pra frente mais viável a escritórios de qualquer porte.

Sou mais Peter Drucker em relação ao futuro: A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

E você, o que pensa a respeito?

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Article write by Gustavo Rocha

GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology

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PJe: Agora a briga é pelo sistema

processoeletronico-771633-491x270Já sabemos que o processo eletrônico veio para ficar.

Já sabemos que no final do ano passado foi determinado pelo Conselho Nacional de Justiça como sendo o sistema PJe o único do país, aliás, uma vitória para a advocacia não por ser o PJe, mas sim por ser um sistema único.

E neste mês um novo embate se travou: Os outros sistemas de processo eletrônico, representados pela federação deles, que foram preteridos pelo CNJ, ingressaram com uma ação no STF para que o PJe não seja o único sistema do país.

Sinceramente? O sistema não é o mais importante. Todos, mais cedo ou mais tarde, com mais ou com menos recursos farão aproximadamente as mesmas coisas.

Agora, ter diversos sistemas como hoje estamos, isto sim é um problema.

Se vai ser o Pje, o E-SAJ, o Projudi ou outros, tanto faz. Desde que seja apenas um. Isto realmente impacta para a advocacia.

Vejamos a notícia:

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PJe vai permitir envio de arquivos de áudio e vídeo

Advogados e partes poderão enviar ao Conselho Nacional de Justiça arquivos de imagem, áudio e vídeo para serem anexados a processos em trâmite no órgão. O recurso faz parte da versão 1.6 do Processo Judicial Eletrônico. No sistema e-CNJ, era possível enviar apenas arquivos no formato PDF com tamanho máximo de 1,5 MB.

Além disso, é possível mandar mais de um documento por vez, o que não ocorria no e-CNJ. De acordo com Paulo Cristóvão, juiz auxiliar da Presidência do CNJ, o Comitê deverá definir nas próximas semanas um padrão mínimo a ser observado pelos tribunais para o envio de documentos, áudio e vídeo pelo PJe.

“Em princípio, o Comitê Gestor do PJe vai definir o que será um padrão mínimo, em termos de formato e tamanhos aceitos, mas o tribunal poderá alterá-lo de acordo com a sua capacidade de rede”, afirmou. “O que o tribunal não vai poder fazer é disponibilizar algo pior que o comitê nacional definir”, complementou.

Por enquanto, o sistema suporta o envio de documentos de até 3 MB, nos formatos PDF e PNG. Arquivos de áudio poderão ser enviados nos formatos MP3 e OGG. O tamanho máximo dos arquivos de áudio deve ser de 5 MB. Já os arquivos de vídeo devem estar no formato OGG ou MP4 e ter no máximo 10 MB. Os formatos e tamanhos de arquivos admitidos pelo PJe poderão ser alterados pelo CNJ no futuro, segundo Paulo Cristóvão.

Cadastro
Outra função do novo sistema, que vem sendo utilizado pelo CNJ desde o dia 3 de fevereiro, diz respeito à simplificação do processo de cadastro dos advogados para acesso ao PJe. “Antes, era preciso preencher quatro ou cinco páginas com dados. Hoje, o advogado vai até a área de login e é direcionado a uma página pré-preenchida com dados disponibilizados pela OAB”, explicou o magistrado.

Com isso, o processo de cadastramento foi reduzido a apenas três passos. Agora, o juiz auxiliar diz que o advogado precisa acessar a área de login, confirmar seus dados e assinar eletronicamente a operação.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2014-mar-13/advogados-enviar-arquivos-audio-video-meio-pje