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4 critérios para qualidade do software #DepartamentoAsQuintas

qualidadeDepartamento jurídico, quatro horas da tarde.

O dia corre como nunca, diretor estressado, reuniões a mil, advogados e assistentes quase loucos com tanto trabalho… E o sistema para. Simplesmente, para.

Liga pra TI. Liga pro suporte. Nada.

Depois de muitas ligações, esperas e desespero geral, vem a notícia: O sistema do jurídico entrou em conflito com o outro ERP da empresa, então tivemos que parar o jurídico, senão parava toda a empresa.

Situação tragicômica, se não pudesse acontecer em inúmeras empresas pelo país.

Contrata-se software como se contrata serviço de água, basta olhar se tem água e está bom.

Sempre afirmo e repito: A solução está na gestão. Sistemas e computadores somente fazem o que a inteligência humana diz para ser feito.

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Há futuro para pequenos escritórios jurídicos?

advogadosamanha“Eu não vejo muito futuro (depois de 2020) para a maioria das pequenas empresas ….”
– Richard Susskind

O autor do bestseller Advogados de amanhã afirma que teremos muito poucos escritórios jurídicos em 2020 de pequeno porte, devido a três principais fatores:

1. Clientes que exigem mais trabalho por menos dinheiro;

2. Liberalização da profissão ou trabalhos feitos por não advogados;

3. Tecnologia;

Em relação a clientes, a realidade afirmada por Susskind é verdadeira inclusive no Brasil: Temos visto cada vez mais clientes exigindo dos advogados mais trabalho por menos dinheiro.

Em razão de diversos fatores, inclusive por ser uma classe desunida, profissionais – em sua maioria mais jovens na carreira – aceitam trabalhos por valores menores, muitas vezes que não cobrem nem mesmo seus custos, e acabam transformando todo mercado numa vala comum.

Todos reclamam que querem ganhar mais, serem valorizados, etc, contudo, não se valorizam. Um erro elementar, mas real.

Apesar de no Brasil termos esculpidos na Constituição Federal no seu artigo 133 que a advocacia é imprescindível para a administração da justiça, temos cada vez mais trabalhos feitos por não advogados que resolvem os problemas dos clientes. Vejamos os contadores, que muitas vezes orientam sobre impostos, até mesmo sobre demandas judiciais, sem terem o conhecimento jurídico específico, mas para clientes ávidos em preços e apenas preços, uma resposta de alguém de confiança é mais do que suficiente.

A advocacia deve estar cada vez mais moldada em três pilares: estratégia, negociação e conhecimento.

Ser estratégico é obter o melhor para o cliente, independente de processo judicial. Ter um bom campo de negociação é basilar para que o advogado possa sobreviver no mercado. O conhecimento cada vez deve ser mais multidisciplinar e não apenas voltado ao conhecimento jurídico.

E a tecnologia, mais do que nunca, está presente na vida do advogado, seja através do processo eletrônico, seja através da gestão, que demonstra com clareza a necessidade de usar ferramentas eletrônicas para controle, gerenciamento e total eficácia dos processos internos desenhados.

A advocacia vive uma revolução, sem sombra de dúvidas.

Se Susskind está certo sobre escritórios pequenos, ainda veremos, contudo, a visão dele tem muita coerência com o que estamos vendo hoje.

Para se firmarem, os pequenos devem seguir três regras basilares:

1. Especialização;

2. Diferenciação;

3. Tornar-se competitivo;

Afirmo que ao estabelecer áreas de atuação mais específicas, ou como diferenciação transformar as áreas ditas como comuns, com foco em resolver problemas e não apenas distribuir processos; Isto, aliado a processos internos inteligentes e com uso de tecnologia naquilo que for viável, para que o trabalho humano seja cada vez mais pensante e menos burocrático, irá fazer com que o mercado continue sendo viável a escritórios pequenos ou grandes.

Estas minhas regras valem para hoje, já quanto a prever o amanhã, quem sabe? Ao invés de prever u futuro daqui a cinco anos, prefiro fazer um futuro de um ano ou dois pra frente mais viável a escritórios de qualquer porte.

Sou mais Peter Drucker em relação ao futuro: A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

E você, o que pensa a respeito?

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Article write by Gustavo Rocha

GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology

Bruke Investimentos CEO – Business, Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.

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A espada de Dâmocles

Sword_Of_DamoclesDiz a lenda sobre a espada de Dâmocles:

Dâmocles é uma figura participante de uma história moral que faz parte da cultura grega clássica. A personagem pertence mais propriamente a um mito que figurou na história perdida da Sicília, escrita por Timaeus de Tauromenium entre 356 a 260 anos antes de Cristo. Cícero pode tê-la lido no Diodorus Siculus  e fez uso dela em suas Tusculan Disputations V.61 – 62.

Conta-se pois que Dâmocles, era um cortesão bastante bajulador na corte de Dionísio I de Siracusa – um tirano do século 4 A.C, na Sicília. Ele dizia que, como um grande homem de poder e autoridade, Dionísio era verdadeiramente afortunado. Então,  Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele apenas por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta sorte.

Assim, à noite, um banquete foi realizado onde Dâmocles adorou ser servido como um rei e não se deu conta do que se passava por cima de si. Somente no fim da refeição ele olhou para cima e viu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo, directamente sobre a sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pela excelente comida e pelas belas mulheres ou eunucos que o rodeavam e abdicou de seu lugar dizendo que não queria mais ser tão afortunado.

A espada de Dâmocles é assim uma alusão, frequentemente usada, para representar a insegurança daqueles com grande poder que podem perdê-lo de repente devido a qualquer contingência ou sentimento de danação iminente.

http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A2mocles

O que diz a realidade sobre esta lenda?

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