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Aonde tudo começou?

Sempre que pensamos em executar algo, alguns opõe barreiras na questão financeira, outros de pessoas, outros ainda de capacidade, como se estes fossem os únicos requisitos que deveriam ser elencados para algo ser feito.

Ledo engano.

Além destes requisitos – que igualmente são importantes – há necessidade de planejar.

Conheço algumas empresas/escritórios que planejam e não executam. Outras, executam sem muito planejamento. Aquelas que apenas planejam e acabam não executando sentem-se frustradas, pois parece que tudo que deveria estar acontecendo não está. Aquelas que executam sem muito planejamento tem problemas sérios financeiros e de pessoas, na maioria das vezes.

Aonde tudo começa? No planejamento, óbvio.

Recomendo sempre aplicar o PDCA, vale a pena. Primeiro planejamos, depois executamos, depois monitoramos e depois corrigimos eventuais equívocos. Leia mais sobre PDCA aqui.

Apenas isto?

Não, claro que não. Precisamos compreender o que é o planejamento e no que compreende.

Sugiro três abordagens:

Macro!

Micro!

Necessidades!

Verifique o que você quer fazer em primeiro lugar. Identifique os pontos principais, valores prévios, visão de mercado. Isto já é uma visão macro.

Depois, especifique cada um dos itens de maneira mais pormenorizada, com prazos de execução, valores apurados, pessoas envolvidas, enfim, tudo de maneira objetiva e direta, pronto, temos uma análise mais micro, específica do projeto.

E antes de colocar em execução, após ter todos os elementos prontos, analise friamente, sem sentimentos, as reais necessidades da execução deste projeto. Isto evita em muito a perda de tempo…

E para você? Onde tudo começa?

Divida conosco suas experiências!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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Objetivos ou Desejos?

Uma inquietante frase de Washington Irving (historiador, escritor do Século XIX):

“Great minds have purposes; others have wishes.”  (Grandes mentes tem propósitos; outras, tem desejos).

Impossível deixar de pensar no porque da diferença entre objetivos e desejos. Parece que ao desejarmos algo estamos tendo objetivos e ao termos objetivos, estes são objetos também do nosso desejo.

Ah! Sutileza e a simplicidade. Dois adjetivos difíceis de se conquistar.

Ao afirmar que devemos ter propósitos, Irving está demonstrando claramente que precisamos usar a nossa razão em primeiro lugar. Em segundo, devemos planejar, senão do que adianta ter propósitos? Em terceiro, devemos realizar aquilo que foi proposto e planejado.

Ou seja, em três atos temos um caminho realizado: Propor, planejar e executar.

E se tivéssemos desejos ao invés de propósitos?

O desejo vem do nosso eu interior, vem daquilo que esperamos que aconteça, tem relação com destino, horóscopo, mudança de humor e por aí vai.

Hoje posso desejar emagrecer, mas se não parar de comer porcarias, ou seja, se criar propósitos, não terei como realizar o meu desejo.

Infelizmente encontramos muitas pessoas no mercado que apenas sonham.

Sonham em ficar ricas, mas chega as 18h estão com computadores desligados e correndo para casa ir assistir a novela das 19h;

Sonham em ter saúde, mas não dispensam um mac ou bebidas alcoólicas com freqüência;

Sonham em ser felizes, mas sequer dedicam algum tempo para si mesmos;

Em suma, são apenas sonhos, desejos que não tem como se realizarem, justamente pela falta de planejamento.

Porque algumas pessoas agem assim? Porque sonhar não custa nada?

Talvez, mas também porque ter um propósito não é fácil. Depois de buscar o propósito, tem que planejar, executar, monitorar (leia sobre o PDCA).

Ter um propósito não é querer apenas o resultado, é ter um objetivo concreto. Por exemplo, ter dinheiro não é um propósito, é um resultado. Propósitos são elementos a serem alcançados através do seu próprio esforço, conduta, ação, com metas definidas, ou seja, com prazos.

De nada adianta um propósito de mudar de emprego ou ter um aumento, por exemplo, se não houverem elementos que façam isto acontecer. Deixe o destino e a sorte para os desejos.

Como andam seus propósitos? E os seus desejos?

Eles fazem toda a diferença no resultado de suas ações!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

 

Certificação ISO e você

Hoje a noite em Pelotas/RS irei ministrar uma palestra sobre os benefícios da gestão que o ISO pode proporcionar ao seu negócio. Aproveitei a ideia da palestra para comentar com vocês alguns tópicos, visando refletir sobre a gestão da ISO.

Dois aspectos são fundamentais para a gestão numa certificação ISO: o PDCA e as Reuniões de Análise Crítica.

Vamos ver os porquês disto:

PDCA

PDCA é uma sigla em inglês: Plan, Do, Check e Act, em bom português: Planejar, Fazer, Monitorar/Verificar e Agir.

Se diz que vamos rodar o PDCA como forma de explicar o mesmo. Como assim?

Bem, o PDCA é uma regra que deve ser constantemente aplicada e não apenas feito uma vez e esquecida.

Inicia-se um projeto qualquer dentro do negócio com planejamento. Após planejar vamos para execução deste planejamento. Depois, verificamos se tudo está ocorrendo perfeitamente e os erros do planejamento. Após, vamos agir, corrigindo os erros e voltando a planejar, ou seja, rodando o PDCA novamente.

Um exemplo prático: Vamos mudar a forma de controle de prazos do escritório, ao invés de usarmos o outlook (agenda) vamos começar a usar a agenda do sistema.

Parece simples, mas sem planejamento, só se perde prazo.

Inicia-se planejando como será esta migração de agenda, por quanto tempo teremos controles duplos para segurança, etc. Depois, começamos os lançamentos na agenda do sistema, começamos a verifica-la, etc. Ao mesmo tempo, criamos mecanismos de controle, para verificarmos se todos estão usando a agenda, se estão lançando corretamente, por aí vai. Somente após a verificação podemos perceber que precisariamos de alguma especificação maior, algum controle que não foi previsto, etc. Daí, partimos para análise novamente, vamos planejar e tomar as medidas corretivas. Depois de tudo parecer correto, voltamos ao planejamento efetivo, afinal, não podemos achar que tudo ficará bem para sempre, temos que sair da nossa zona de conforto!

Reuniões de Análise Crítica

As famosas RAC – reuniões de análise crítica – tem uma finalidade muito interessante e útil: Analisar todo o planejamento junto com a direção do negócio para que possamos realinhar os projetos e/ou adequa-los.

São reuniões objetivas, com uma pauta bem definida, visando o máximo de resultado e mínimo de tempo para tanto, como toda reunião deveria ser.

Nestas reuniões, os líderes e/ou facilitadores apontam seus projetos, demonstram como o andamento está e a direção pode mudar/criticar/avaliar o próprio negócio, através dos projetos.

Na prática, os projetos num escritório jurídico podem ser em relação aos prazos (objetivando cumprimento antecipado, melhora de qualidade técnica, etc), em relação ao próprio negócio (organização espaço físico, rotinas mais fáceis, etc), do cliente (satisfação, atendimento, valoração, etc) ou ainda de novos mercados (novas áreas de atuação, prospects de clientes, etc).

Depois de um planejamento estratégico, as reuniões de análise crítica são como mini planejamentos em consoante a realidade e os fatos que se sucederam.

Enfim,

Tanto o PDCA e as reuniões de análise crítica, em fato toda a gestão que a ISO proporciona, nos levam a concluir que observando a gestão, planejamento, execução, monitoramento e correção, estamos no caminho certo.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
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