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Direito ao esquecimento e redes sociais

Recentemente uma decisão do Superior Tribunal de Justiça trouxe um assunto pouco conhecido no direito a tona: O direito ao esquecimento.

No caso mencionado, uma TV foi condenada por mostrar o rosto de uma pessoa que já tinha cumprido a sua pena, ou seja, não poderia mais ser exposta por algo que foi condenada e cumpriu a penalidade.

Ressaltamos parte da reportagem:

“Se os condenados que já cumpriram a pena têm direito ao sigilo de folha de antecedentes, assim também à exclusão dos registros da condenação no instituto de identificação, por maiores e melhores razões aqueles que foram absolvidos não podem permanecer com esse estigma, conferindo-lhes a lei o mesmo direito de serem esquecidos”

Fonte: http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=109892

Esta decisão foi proferida no Brasil, pela maior corte com autoridade neste assunto.

Há poucos dias  a União Européia entrou no mesmo dilema sobre o direito do esquecimento e o pensamento por lá é diferente. Enquanto aqui temos o direito ao esquecimento por ser absolvido e/ou já cumprido pena, a corte Européia está se baseando em argumentos diversos para fundamentar que somente em casos de abuso, tipo páginas que violem direitos autorais ou difamatórias deveriam sair do ar.

Embora no Brasil o julgado seja a respeito da TV e na Corte Européia sobre a pesquisa do Google, temos uma reflexão em interseção: O direito ao esquecimento.

Veja um trecho da reportagem sobre a corte européia:

A corte europeia julga, especificamente, se o Google é responsável pelo conteúdo das páginas listadas a partir de uma busca. No parecer, o advogado-geral Niilo Jääskinen considerou que a empresa não deve ser responsabilizada pelas buscas e nem pode ser obrigado a excluir determinadas páginas dos resultados. Para Jääskinen, permitir que o Google bloqueasse sites seria autorizar a censura, já que a empresa estaria interferindo na liberdade de expressão de quem mantém esses sites.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2013-jun-25/nao-existe-direito-esquecimento-internet-advogado-geral-uniao-europeia

E para a sua empresa que usa redes sociais e você que usa a internet, qual o impacto destas decisões?

Muito grande. Tudo que você publica pode e será usado contra você ou a favor de você.

Como assim?

Se as decisões forem mantidas como tem sido, o google continuará a ser um enorme banco de dados que não apaga nada, quer dizer, artigos, posições, ideias escritas há muitos anos atrás podem facilmente ser localizadas. Para excluir algo, se não for ofensivo ou violar direito autoral, não será nada fácil.

E isto pode afetar como?

Num momento como o Brasil atravessa hoje, posições radicais podem ser um diagnóstico que num futuro emprego pode ser levado em conta.

Empregadores usam facebook e outras redes todos os dias para ajudar na avaliação de perfis de seus candidatos.

Da mesma forma, no âmbito empresarial, artigos e posições devem ser estrategicamente pensadas e vistas.

O direito ao esquecimento não vale para buscadores e para a internet.

Então…

Use a razão para se posicionar on line. Sua vida está sendo escrita e não será apagada nem esquecida…

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

www.gestao.adv.br  |  gustavo@gestao.adv.br

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No topo da lista

Recentemente o Google alterou seu mecanismo de busca, tentando sempre inovar e trazer aquilo que a pessoa que pesquisa quer.

A regra nova é a seguinte: Se você quer estar no topo das pesquisas do Google, seu conteúdo deve ser 2 R’s: relevante e recente.

Leia uma reportagem sobre este tema aqui (em inglês).

Vamos analisar estes dois pontos:

1. Ser relevante

Como julgar um conteúdo como relevante? Parece complico e ninguém tem uma bola de cristal para adivinhar o que eu ou você está pensando. Agora, o Google tem um dado que eu e você não temos: Milhares de usuários dizendo o que pensam e sentem nas redes sociais e em suas páginas.

Ou seja, cada vez mais o que você faz em redes sociais, sites, blogs, etc tem relevancia para você ser localizado pelo gigante de buscas.

Destas ferramentas, quais você usa: Site, blog, twitter, facebook e linkedin?

Nenhuma? Todas?

Você as mantém atualizada com seus dados? Com postagens novas?

Que tipo de conteúdo você posta lá?

Complexo não? Mas, isto se chama posicionamento. Se você quer ser relevante, você tem que se posicionar com conteúdo relevante. Não adianta postar as fotos das férias no facebook e deixar de lado o seu trabalho bem sucedido.  Você quer ser conhecido por cair da prancha ou por ser um bom advogado?

Ser relavante significa ter foco.

Quer ter um perfil para seus amigos apenas? Sem problema, crie um perfil separado. No seu perfil pessoal ou naquele em que vai o seu nome completo (facilmente localizável), seja profissional.

Você pode e deve ter todos seus contatos profissionais na internet. Se você quer achar alguém hoje em dia, você digita no google. Não tem coisa pior do que ir no google e achar telefone antigo, endereço errado. Parece que a pessoa vive a dois séculos atrás…

Tem algo mais inovador que o Google? Então! Se você quer estar na “onda” dele, seja atual, esteja disponível, tenha foco naquilo que você quer que apareça para todos.

2. Ser recente

De nada adianta estar presente em todas as redes sociais e não ter conteúdo nelas. Uma notícia de algumas horas pode estar desatualizada no Twitter.

Ter uma atualização por dia pode ser mais interessante que 10 atualizações uma atrás da outra e depois passar dias sem postar nada. O que é recente é aquilo que sempre está sendo atualizado…

Uma dica boa: Use o twitter para alimentar as outras redes. Uma postagem no twitter pode ser vinculada ao Facebook e Linkedin automaticamente.

Acostume-se a escrever e publicar conteúdo. Se não tem tempo, poste notícias. O importante é não deixar um blog, por exemplo, com o último post de um mês atrás. Periodicidade faz o conteúdo ser recente.

3. Enfim,

Se você quer ser localizado pelo Google? Escreva, produza conteúdo periodicamente. É a única maneira, ou como dizem os americanos: That the way it is!

 

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.brgustavo@gestao.adv.br

 

Botão like/gostar/curtir. E daí?

Recentemente o Google aderiu a moda do Facebook e lançou na sua pesquisa o botão like/gostar/curtir.

Para quem não conhece, trata-se de um botão no facebook que quando a postagem agrada quem lê, a pessoa clica neste botão e o sistema demonstra que 1/2/mil pessoas gostaram daquela frase ou publicação. A mesma questão vale para pessoas, você pode curtir/gostar de alguém.

E qual a finalidade prática deste botão no facebook? Ser popular é uma delas.

De olho neste filão que cresce (redes sociais) o Google não ficou para trás: Colocou o mesmo princípio nas suas pesquisas.

E você pode se questionar: E o que isto tem a ver comigo?

Vamos pensar juntos: Você batalha para ter seu nome na internet, escreve conteúdos relevantes, está sempre antenado as novidades e está sempre nas primeiras posições. O botão like pode ser um aliado ou um problema neste caso.

Por que?

O botão like será um ponto a mais na complexa maneira que o google pesquisa de achar alguém.

Como assim?

Você digita Gustavo Rocha no Google. Em bilhões de páginas e com milhões de Gustavo Rocha como o Google pode saber que sou eu que você está procurando?

Algumas dicas:

1. Pela localização: Não se iluda, o Google sabe aonde você está neste momento. Então, ele vai mostrar os Gustavo Rocha que estiverem mais perto de você.

2. Pela relevância: Se o Gustavo Rocha (*eu) escreve bastante, está nas redes sociais, etc, ele tem maior chance de ser a pessoa que está procurando do que aquele Gustavo Rocha que postou uma foto e nunca mais falou nada na rede.

3. Além de outros itens, irá contar também para relevância da pesquisa se o Gustavo Rocha foi aprovado por outras pessoas, ou seja, se eu tive nas minhas pesquisas muitos cliques com like.

Isto é justamente o início da chamada busca social, ou seja, através de nossos contatos, nossas atitudes, seremos reconhecidos como relevantes ou não.

Neste caso, a pergunta é: Como vai a sua popularidade? Ela será importante não apenas para o churrasco de final de semana, mas para o seu negócio também!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
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