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Excesso de informação #DepartamentoAsQuintas

obesidadeA grande problemática dos dias atuais – a despeito dos dias de antigamente – é a informação.

Antes, tínhamos pouca, com dificuldade de pesquisa e acesso. Hoje, muita e com iguais dificuldades, só que de selecionar o que realmente é útil do que não é.

Divido com vocês um artigo de 2001 chamado Obesidade Mental que retrata esta realidade que mais de 10 anos depois continua relevante:

A OBESIDADE MENTAL

O prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. ”

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono.

As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. ”

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[Departamento as quintas] Qual o bem jurídico tutelado?

bemjuridicoTer informação é importante, não é mesmo?

Quem detém informação é privilegiado, pode ser dono do mundo!

Assertivas que povoam a mente de gestores e colaboradores. Cada vez mais uma sede por informação, por conhecer, por saber.

Temos um google para isto. Temos informação até demais. Com o advento das redes sociais, informações que estão disponíveis 24 horas por dia, quer nós queiramos, quer não.

Entretanto, o que mais visualizamos são pessoas informadas superficialmente das coisas, pessoas que no mínimo debate de aprofundamento vão para escanteio.

Não estamos dizendo que aprofundar é ler Kant, Freud ou Jung. Nem mesmo que aprofundar é debater política e mercado.

Isto não é profundidade, afinal, temos tudo no google ou ao acesso de uma livraria on line.

Atualmente, parece que esquecemos o que é realmente fundamental e apenas vivemos, apenas aplicamos o parco conhecimento que nos é ensinado em algumas superficialidades do dia a dia.

Nos departamentos, empresas e vida jurídica, encontramos profissionais dedicados em conhecer modelos de peças, em copiar aquilo que se tem na internet, em levar pendrives cheias de textos para cima e pra baixo argumentando que são os melhores porque sabem pesquisar (?!) e sabem escrever?

Sabem mesmo?

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Informação é poder?

Durante muito tempo se afirmou categoricamente: Informação é poder. Algo que muitos acreditam sem questionar.

Ocorre que hoje em dia temos pontos críticos em relação a informação:

O que é, verdadeiramente, informação?

Qual é a relevância de determinada informação?

O que realmente se quer com determinada informação?

Para responder estas perguntas, temos que primeiramente compreender o contexto de hoje.

Estamos numa sociedade que brota informações por todos seus poros. Temos sites, jornais televisivos e na internet, temos rádio, temos boca a boca, temos redes sociais, temos blogs, enfim, todos parecem BERRAR informações o tempo todo.

O ponto onde penso ser o cerne desta gritaria é a fonte. A fonte da informação deve ser confiável. Se a fonte é confiável, geramos uma informação em cadeia, pois republicamos esta informação nas redes sociais, em blogs, etc. Se a dita fonte confiável errar, muitas pessoas erram e pior, como na internet as coisas publicadas se perpetuam, podemos ter erros publicados como verdades.

Vamos analisar então os pontos críticos:

O que é, verdadeiramente, informação?

Informação pode ser um emaranhado de coisas, mas se direcionada é algo dito sobre algo ou alguém, não é mesmo? Através das informações é que geramos nossos conceitos de certo e errado, opinamos sobre determinados assuntos, criamos nossas verdades.

Se é assim, é mais do que fundamental sabermos as fontes desta informação e principalmente termos um senso crítico daquilo que estamos recebendo como verdade. Lembre-se, a verdade para um pode não ser para outro.

Se você receber alguns dados informativos, processar perante suas verdades e concluir algo, ao retransmitir a sua conclusão você estará retransmitindo mais do que apenas informação, estará distribuindo opinião.

Fica a pergunta: Você gera informação ou opinião?

Neste ponto, se você gera opinião, você tem seguidores, certo? Se você gera informação, tem no máximo leitores, não é mesmo?

Qual é a relevância de determinada informação?

A relevância está intimamente ligada a quem recebe a informação. Para ser ou não relevante, necessita o interesse de quem busca a informação.

Uma informação sobre prazos suspensos num determinado tribunal será utilíssima para advogados, mas inútil ou desprezível para um pedreiro, por exemplo.

Se a relevância depende de quem recebe a informação, qual o papel de quem retransmite ou cria opinião sobre informações?

O de fazê-lo sob o prisma de um determinado assunto/tema/nicho, para que pessoas daquele tipo de interesse sejam seguidores ou leitores.

Você quer ter relevância? Opinie, expresse suas verdades em primeiro lugar. Tenha foco nas publicações e na informação prestada. Já é um excelente início.

O que realmente se quer com determinada informação?

Talvez a mais difícil das perguntas, não pela resposta em si, mas porque muitas pessoas não estão acostumadas a pensar no porque das coisas.

Vamos dar um exemplo hipotético: Uma informação dita pelo Willian Bonner no Jornal Nacional dizendo que determinado tipo de produto está esgotado ou em escassez. Temos uma mídia forte, com alta credibilidade entre a maioria da população dando uma informação que pode gerar corre corre em lojas para estocar um produto, frente a possível escassez… Uma informação bem colocada numa mídia de credibilidade gera mais mídia.

Neste mesmo exemplo dado, muitos retransmitirão esta notícia como sendo verdadeira, pois foi dada num canal com alta credibilidade. Ao fazerem isto, darão mais eco ainda a notícia.

Percebem o poder disto?

Enfim: Informação é poder?

Depende. Se a informação tem relevância, vem por canais de credibilidade e tem fins certos e determinados, mais do que poder, informação pode ser usada como manobra de massas.

Cuidado com o que escreve, diz, afirma ou conclui. Sua opinião com as informações erradas podem gerar um perfil de alguém fraco, fadado ao insucesso.

Quer o poder que a informação traz? Associe-se a credibilidade de informações precisas, com foco e opiniões suas e diretas.

Pense nisto e opine a respeito!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br