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Rotatividade interna de advogados. Como fazer?

rotatividadeUma interessante pesquisa no final do ano passado elaborada pelo GEJUR nos brindou com vários pontos analíticos de como minimizar ou não fazer quando acontece a rotatividade de um profissional dentro do escritório ou departamento jurídico em relação a carteira que ele cuidava.

Como sabemos, muitos escritórios grandes e médios, percebendo o crescimento das bancas menores, organizaram-se em núcleos, com líderes ou facilitadores de áreas que podem ser por matéria ou clientes. Neste sentido, quando um profissional vai para outro setor ou para outro escritório/empresa, os processos a ele dimensionados são um “problema” a ser resolvido, tanto em matéria de controle como em matéria de atendimento.

Vamos analisar a pesquisa do GEJUR e após alguns comentários:

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Perguntas de uma entrevista de emprego

Captura de Tela 2013-07-14 às 12.31.03O Google admitiu recentemente que fazia perguntas “estranhas”, “impossíveis” a seus candidatos de emprego, e que tal prática se revelou numa absoluta perda de tempo.

Não adianta mil perguntas desconexas, cara feia na hora da entrevista e fazer de tudo para o candidato se sentir nervoso.

Isto mesmo, perguntar coisas não direcionadas ao negócio em si não vale a pena.

Vejamos um trecho desta reportagem:

(…)

 É o que Laszlo Bock, vice-presidente de operações para pessoas do Google, afirmou em entrevista ao New York Times, publicada ontem: “Quantas bolas de golfe cabem em um avião? Quantos postos de gasolina existem em Manhattan? Uma total perda de tempo. Elas não preveem nada. Elas servem principalmente para fazer o entrevistador se sentir esperto”, disse ao jornal americano.

Ele chegou a esta conclusão após analisar dez mil entrevistas feitas por funcionários do Google e relacionar o que os entrevistadores avaliaram sobre cada candidato com o desempenho que os aprovados tiveram no trabalho. O resultado do levantamento? Não havia nenhuma relação entre o que o recrutador valorizava e a maneira como os contratados trabalhavam, depois. 

Para Bock, as entrevistas comportamentais estruturadas são as que, realmente, funcionam. “O interessante sobre as entrevistas comportamentais é que quando você pede para que alguém fale com base na própria experiência (…) você vê como ele, realmente, interage em uma situação do mundo real e (…) o que ele considera difícil”, afirmou. 

(…)

A pesquisa feita na empresa mostrou que a nota média dos candidatos na faculdade também não é um bom argumento para prever se ele será um bom profissional no futuro. “Depois de dois ou três anos, sua habilidade para ‘performar’ no Google não tem nenhuma relação com seu desempenho quando estava na escola porque as habilidades exigidas na faculdade são muito diferentes”, disse. “Você também é, fundamentalmente, uma pessoa diferente. Você aprendeu e cresceu, você pensa sobre as coisas de uma maneira diferente”. 

Para ele, os ambientes acadêmicos são artificiais. “As pessoas bem sucedidas são (…) as que foram condicionadas a ter sucesso naquele ambiente”, afirmou. “Uma das minhas frustrações quando estava na faculdade é que você sabia o que o professor queria em uma resposta específica. (…) É muito mais interessante resolver problemas onde não há uma resposta óbvia”. E ele deu a entender que é este tipo de pessoa que o mercado precisa. 

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Como contratar advogados?

contratarUma decisão recente do TST trouxe a tona novamente a questão da contratação dos advogados pelos escritórios.

De um lado, poucos escritórios usam advogado empregado dentro das regras da CLT. De outro, temos a figura do associado, amplamente usado e poucos de maneira correta. Temos também a figura do sócio, em muitos casos apenas para mascarar uma relação de emprego.

Qual a melhor?

Algumas dicas importantes foram dadas em uma reportagem do Valor Econômico, que transcrevemos abaixo:

Ao contrário do que se imagina, escritórios de advocacia não estão livres de responder a processos judiciais. Grandes bancas têm sido acionadas na Justiça do Trabalho por ex-advogados que buscam o reconhecimento de vínculo empregatício. O Emerenciano e Baggio, o Peixoto e Cury, o Machado Meyer e o Chalfin, Goldberg, Vainboim & Fichtner Advogados Associados estão entre as que enfrentaram recentemente o problema no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Há decisões a favor e contra os escritórios. São práticas entre as bancas o contrato de associação, sem o vínculo de emprego, e o ingresso do advogado como sócio. Em menor número há profissionais contratados como empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Quando fica caracterizado que o associado ou sócio exerce funções de empregado, a Justiça do Trabalho tem reconhecido o vínculo, com base no artigo 3º da CLT. O dispositivo considera empregado quem presta “serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”. Não há distinção entre atividade intelectual ou técnica e manual.

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