[Terças de Negócios] Valuation

As empresas buscam cada vez mais atualizar-se, estar cada vez mais presente em seu mercado com novas tecnologias, descobrir métodos para maximizar receitas e minimizar custos, e isto tudo, depende quase que integralmente de uma administração eficiente e eficaz de seus gestores.

Para acrescentar a esta gestão, se faz necessário que sejam feitos investimento que se tornem lucrativos, para que as empresas se perpetuem e tornem-se cada vez mais saudáveis financeiramente. Para que estas possam saber em no que, como, quando, aonde e quanto investir, faz-se necessário que se tenha uma mensuração quantitativa de tais investimentos. Neste cenário, a conhecida Valuation, ou simplesmente Avaliação de Empresa, vem agregar e solucionar esta lacuna que existia das empresas com os diversos mercados.

Estas avaliações são utilizadas, tanto para serem utilizadas internamente, para conhecer realmente como as empresas se comportam, bem como para utilização externa aonde a ligação com o mercado e um possível interessado em transações de compra e venda de negócios; fusão, cisão e/ou incorporação de empresas; dissolução de sociedades; liquidação de empreendimentos. Porém, estes métodos possuem características, limitações, vantagens e desvantagens, que podem interferir e alterar de negócio para negócio, ou mercado para mercado, bem como para empresas de capital aberto ou fechado. A resolução deste valor da empresa está estritamente ligada ao que se espera dela, e qual a capacidade para obter benefícios futuros.

Cabe lembrar que o valor da empresa, pode variar dependo das premissas utilizadas, dos cenários e modelos que servirão de base para as análises, bem como o valor descrito das empresas não leva em consideração o valor sentimental dos sócios, nem são feitas análises que buscam identificar e apontar erros em dados contábeis, sendo utilizados como fidedignos e de inteira responsabilidade das empresas que o fornecem.

Dentre os modelos de avaliação de empresas Segundo Damodaran (2005), existem basicamente três abordagens para a avaliação: Avaliação por Fluxo de Caixa Descontado – relaciona o valor de um ativo ao valor presente dos fluxos de benefícios futuros esperados relativos àquele ativo; Avaliação Relativa – estima o valor de um ativo enfocando a precificação de ativos comparáveis relativamente a uma variável comum, como lucros, fluxos de caixa, valor contábil ou vendas; Avaliação de direitos contingentes – utiliza modelos de precificação de opções para medir o valor de ativos que possuam características de opções, sendo o primeiro e logo depois o segundo mais utilizados.

O Fluxo de Caixa Descontado é uma das metodologias mais utilizadas para avaliar pequenos e médios negócios, utilizando-se do fluxo de caixa descontado. Que analisa a capacidade da empresa de gerar riqueza no futuro, relacionando o ciclo de vida de seus produtos e ou serviço. O modelo em questão necessita de uma avaliação das condições de mercado e suas perspectivas de desenvolvimento. Uma vez, que utilizamos a relação de evolutiva para determinar os percentuais de crescimento ou de retração do mercado em relação aos seus dados financeiros.

Já dos diversos modelos de avaliação relativa e/ ou Multiplos: o Múltiplos de EBITDA (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciations and Amortization), é o mais utilizado nesse tipo de avaliação, o valor de uma empresa é definido por meio de comparações com negócios semelhantes, geralmente listados em bolsa de valores. Para calcular o valor utilizam-se empresas com movimentação aberta em bolsa de valores (CVM), e que possuam uma estrutura de negocio muito próxima, comparando a relação de seus papéis ao desempenho da empresa foco de estudo.

Segundo pesquisa realizada (MARTELANC, TRIZI, PACHECO e PASIN, 2004) as principais razões em que as empresas utilizam a Valuation, são: Reestruturação da empresa com 53,8%, Investimento e financiamento 34,6%, Gestão da empresa 5,8% e Mercado secundário 5,8%.

Dependendo para a sua aplicação, cabe salientar que embora os modelos tenham o mesmo propósito que é o de avaliação, não necessariamente revelam os mesmos valores ou tendências.

Sendo assim, a utilização destas ferramentas (métodos) servirão de base para que os gestores possam de maneira mais assertivas, alinharem os planos estratégicos das empresas, e podendo assim maximizar a lucratividade dos sócios, bem como demonstrar o valor justo da empresa analisada.

Artigo escrito por Alexander Almeida Cramer, parceiro da Bruke Investimentos – http://www.bruke.com.br

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