Um conto zen budista

Um conto zen budista como primeiro, comentários na cor azul em segundo, conclusão em terceiro…

Primeiro

Um conto Zen Budista

Há uma história indiana de um homem que era ateu e agnóstico, um raríssimo tipo de postura na Índia. Ele era uma pessoa que desejava livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da direta experiência da Verdade.

Ele atraiu discípulos que costumavam se reunir ao seu redor toda semana, quando ele falava a todos sobre seus princípios.

Após algum tempo, eles começaram a se juntar antes do mestre aparecer, porque eles gostavam de estar em grupo e cantar juntos.

Eventualmente foi construída uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o mestre agnóstico. Após sua morte, tornou-se uma prática entre seus seguidores fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em uma mesa especial a imagem do mestre era mostrada em uma moldura de ouro, e as pessoas deixavam flores e incenso lá, em respeito ao mestre.

Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem, que em vida não praticava nada disso, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava frequentemente a pessoa a se iludir no caminho da Verdade.

Assim ele dizia:

Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.

Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.

Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.

Gautama Buddha – Kalama Sutra

 

Segundo

Assim ele dizia:

Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
É fundamental cada uma das pessoas que colaboram no empreendimento, mas devemos ter regras, devemos ter fluxos, devemos ter manuais.

Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
O espírito das palavras nada mais é do que cultura da empresa, daquilo que o seu fundador desejou a fazer nascer o negócio. Faz toda diferença compreender o porque das coisas.

Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Depois de entender o porque, descubra como está funcionando cada parte do seu negócio. Saber a realidade é sempre melhor que apenas crer que as coisas estão bem pela ótica de outras pessoas.

Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
É importante ter pessoas que sejam os olhos e ouvidos dos líderes, contudo, não tome decisão sem realmente saber a verdade dos fatos. Decidir com base em histórias de outros é sempre um erro.

Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
A famosa frase: “Sempre foi feito assim” é a melhor frase para mudar algo. Aproveite para mudar, pois nem sempre o que sempre foi feito dá certo. Lembre-se que ir pelo mesmo caminho dos outros apenas o levará aonde os outros foram.

Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Mais um regra perfeita para o universo empresarial: A massa nem sempre está certa. Muitas vezes há implicância, noutras há rejeição, noutras ainda há senso comum sem noção de saber a visão do todo.

Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.

Não existe guru, tese, pessoa mágica para o seu negócio. Importante é a sua visão. Acredite em si.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.
Taí a conclusão necessária: Aprenda a partir dos erros, experiências, leia, descubra novidades que outros fazem, enfim, esteja sempre alerta as tendências e aplique no seu negócio. Errar faz parte. Contudo, não pode ser constante.

Terceiro

Enfim, um conto zen budista, algumas realidades empresariais e uma conclusão essencial: Você é dono do seu nariz e deve fazer a diferença quando faz as escolhas do seu negócio. Acredite no seu potencial, na sua visão. Aprenda a selecionar as fontes de notícias internas e acredite conforme o seu olhar e não no olhar das outras pessoas. Crie a cultura, mas permita a mudança. Estimule ambiente criativo.

Seja diferente e faça a diferença.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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