Chefia: Quando a vida imita a arte

Extraido do portal Exame.com, divido com vocês uma reflexão muito interessante: Exemplos de chefes dos seriados da TV que podem existir no mundo real e como se relacionar com eles.

Confira:

HOUSE

Dr. House (Hugh Laurie)

Inescrupuloso, vaidoso, insensível, ranzinza e prepotente. esses adjetivos fariam do médico Gregory House o pior chefe do mundo. seu único atributo positivo é a genialidade, que cativa a equipe apesar do constante assédio moral. Além de ser um teste de paciência e inteligência emocional, os médicos valorizam o aprendizado, ainda que adquirido de maneira pouco ortodoxa.

Dr. House é o tipo de líder que sabe que o funcionário errou, mas não diz onde ou como até que a equipe encontre uma segunda solução por conta própria. Ao não dar respostas prontas, ele ensina a equipe a pensar e permite que os médicos construam juntos os diagnósticos.

Como se relacionar: esse tipo de líder exige estômago forte. se o profissional está numa fase muito sensível, é melhor não permanecer na equipe. Quem está disposto a enfrentar o chefe precisa reunir energia. A recompensa é o aprendizado e o objetivo precisa estar claro. Mas líderes geniais, porém nocivos, não são bem vistos. “líderes amistosos são mais desejáveis”, diz o consultor Pedro Grawunder. segundo Fátima Rossetto, da llH/DBM, consultoria de recursos humanos de são Paulo, o gestor tem de conhecer limites para não haver assédio intelectual.

A Grande Família

Mendonça (Tonico Pereira)

O chefe da repartição, Mendonça, é tão próximo da equipe que chama seu funcionário Lineu de “Lineuzinho”. Ele dispensa formalismos no trato com o time, gosta de festas e é mulherengo. Costuma ser desleixado com o serviço. Mendonça às vezes força a amizade com Lineu. A confusão da relação é fácil de imaginar: como ser ao mesmo tempo amigo pessoal e subordinado?
Como se relacionar: segundo Fátima Rossetto, diretora de desenvolvimento de talentos da LHH|DBM, nesses casos é melhor não reforçar a intimidade e definir papéis e expectativas. “Se não houver exageros, um chefe que é próximo pode ajudar a buscar aprovação de um projeto, além de divulgar as competências do funcionário e compartilhar sucessos”, diz Fátima.

The Office

Michael Scott (Steve Carell)

Se existisse um prêmio de “pior chefe do mundo”, provavelmente seria de Michael Scott, gerente da filial da companhia de papel Dunder Mifflin na série The Office. Mestre em se colocar em situações de vergonha alheia, Michael tem capacidade de deixar todos ao seu redor num mar de desconforto. Ninguém sabe qual será sua próxima ordem, o que causa dúvidas no time.

Às vezes, até atrapalha a produtividade da equipe com seu comportamento nada usual. Apesar de ser uma figura carismática, Michael alcançou um cargo que a princípio não deveria ser dele, o que levanta a velha discussão sobre quem deve ser promovido a uma vaga de gerência.

Como se relacionar: a imagem de imprevisível é ruim para o profissional. “Um subordinado ambicioso pode, trabalhando duro, se mostrar mais capaz para liderar a empresa até o sucesso e tomar o lugar do chefe”, afirma Pedro Grawunder, autor de Os Filmes Que Todo Gerente Deve Ver.

Mad Men

Don Draper

Talentoso e criativo, o diretor de criação da agência publicitária sterling Cooper é um profissional com quem todo o mundo da publicidade quer trabalhar. É adepto do estilo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

A relação com a personagem Peggy olson ilustra o estilo de Draper: ela começa a série como secretária, mas é incentivada por ele a entrar para o time de criação. A partir do momento que Peggy demonstra ambições maiores, Draper para de estimulá-la.

Como se relacionar: com um chefe como Draper não se pode esperar elogios. A realização virá do resultado do trabalho. Um líder talentoso e criativo sempre tem muito a ensinar, então busque esse aprendizado. “Foque em projetos de impacto para que o resultado fale por si”, diz Yukiko takaishi, diretora da Mariaca, empresa de recrutamento de são Paulo.

As Panteras

Charlie (John Forsythe, apenas a voz)

No seriado americano que fez sucesso no Brasil há mais de 30 anos, Charlie é o misterioso proprietário da Charles townsend Associates, uma empresa de detetives particulares na qual trabalham as Panteras, um trio de investigadoras inteligentes e belas. Apesar de o chefe jamais ser visto, a comunicação entre eles funciona muito bem. Por um aparelho de viva-voz, o líder dá as missões às funcionárias e ao subchefe Bosley. Mesmo sem jamais expor seu rosto, consegue obter o respeito e a confiança da equipe.

Como se relacionar: a falta de proximidade não impede que a conexão entre líder e liderado se estabeleça. “o fundamental é que a dinâmica permita que todas as mensagens sejam entendidas e o trabalho executado”, diz Fátima Rosseto, da llH/DBM, de São Paulo.

E.R.

Mark Greene (Anthony Edwards)

Na primeira temporada de E.R., o personagem Mark Greene é nomeado chefe dos médicos residentes do pronto-socorro do County General Hospital e é retratado como um líder justo, que apoia a equipe, corrige os erros sem humilhar e consegue lidar bem com a pressão sem repassá-la aos funcionários. seu problema é o excesso de tempo e energia dedicados ao trabalho, o que acaba por prejudicar sua vida pessoal.

Como se relacionar: “esse chefe entende as situações que são novas para seus liderados”, diz Yukiko takaishi, diretora da Mariaca. o negócio é prestar atenção às mensagens dele. e não copiá-lo no desequilíbrio entre vida profissional e particular.

Homeland

David Estes (David Harewood)

Na unidade de contraterrorismo da agência de investigações CIA, quem manda é o personagem David Estes, que tira proveito do jogo político para assegurar que sua equipe cumpra o trabalho. Ele conhece suas forças e limitações e garante as condições para que as pessoas abaixo dele executem bem suas funções. Mas é controlador e não tolera insubordinação..

Como se relacionar: um líder ciente dos recursos disponíveis e capaz de alocálos dá segurança à equipe. O problema é a falta de autonomia. “Se para você ter liberdade não é o mais importante, aproveite a oportunidade”, diz Fátima Rossetto, diretora de desenvolvimento de talentos da LHH|DBM.

CSI

Crime Scene Investigation – GIL GRISSOM (William Petersen)

O supervisor do turno da noite do Las Vegas Crime Lab nas primeiras temporadas da série é metódico, frio e científico. Com o tempo se torna um chefe mais próximo dos funcionários e assume naturalmente o papel de mentor, ainda que de maneira informal. Costumeiramente calmo, Grissom fica irritado ao ter seu trabalho interrompido. “Estou aqui porque os mortos não podem falar por si”, é o que Grissom diz sobre sua motivação profissional.

Como se relacionar: ter um chefe que conhece o batente em profundidade é uma excelente oportunidade para crescer, principalmente se o seu sonho de carreira estiver próximo à trajetória que ele construiu. “Aproveite para aprender, sem se esquecer que o fato de o chefe ser competente torna-o também mais exigente”, afirma Fátima Rossetto.

The Newsroom

Machenzie Mchale (Emily Mortimer)

Mackenzie McHale é uma dos três chefes da redação do The Newsroom, que mostra os bastidores de um telejornal. Seu estilo de gestão é afetivo e prefere que alguns erros recaiam sobre ela. Mas sabe tirar o que há de melhor de cada profissional e é divertida. Ética e idealista, tem um compromisso com o jornalismo correto, sem sensacionalismo, o que faz com que se confronte com diretores do canal, interessados em índices de audiência.

Como se relacionar: chefes como MacKenzie conseguem aproveitar o idealismo das pessoas mas é preciso se posicionar para ser respeitado. “Frente a esse chefe, seja transparente, objetivo e tenha bons argumentos”, afirma Yukiko Takaishi, diretora da Mariaca, empresa de recrutamento de São Paulo

 

Enfim,

Qual o tipo de chefe que você é ou se adapta ao que você tem no seu escritório?
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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestãoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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