Consertar ou trocar?

História que circula pela internet:

Como vocês conseguem manter um casamento que já dura 65 anos?

– Meu filho, nós nascemos em uma época em que quando algo quebrava, nós éramos ensinados a consertá-lo e não jogá-lo fora.

(autor desconhecido)

Esta história nos traz uma reflexão importante no mundo corporativo atual: O que estamos fazendo com os relacionamentos profissionais, quiçá igualmente com os pessoais?

Hoje em dia, algumas pessoas preferem trocar as relações como se elas fossem objetos de troca ou moeda. Preferem dar adeus aos problemas e encarar novos desafios… Será isto mesmo?

O que temos a aprender com os problemas?

O que temos a aprender com as pessoas difíceis?

O que temos a aprender com situações indesejadas?

Ninguém quer isto para si, não é mesmo? Todos queremos situações confortáveis, rotinas, bons salários e a famosa qualidade de vida…

Qualidade de vida somente irá existir depois de muito trabalho, pois ela é uma conquista e não um direito!

Não é em terra firme ou em águas calmas que se formam bons marinheiros. Precisamos de dificuldade, de problemas, de muitos problemas para crescermos como pessoas e consequentemente como profissionais.

Sim, é isto mesmo: Você somente será um bom profissional se for forjado no fogo e colocado no frio logo em seguida. Bons profissionais não ficam chorando pelo cantos em busca de culpados: Eles assumem seus problemas e vão em frente.

Bons chefes sabem que o erro existe e que bons profissionais são difíceis de encontrar, então não demitem por qualquer bobagem, eles assumem junto com seus subordinados os problemas para que todos possam galgar a vitória.

Não podemos fugir da realidade querendo um universo de apenas coisas boas. Isto é utopia. Também não precisamos viver num emaranhado de problemas diariamente.

Temos que amadurecermos como pessoas a ponto de superar esta visão social de que o que está mais ou menos ou um pouco ruim podemos trocar, como se fosse um computador velho, porque já tem 6 meses e lançaram um processador novo.

Nem tudo que é novo é bom… Diga o windows 2000 e windows vista quando lançados…

Aliás, o novo pode ser atrativo, mas não é a solução. Devemos ver o porque do erro do velho. Ver o porque não mudou. O porque ainda está ruim. As vezes, podemos consertar e ter algo como se fosse novo, com todos os benefícios do velho.

Nos relacionamentos ocorre o mesmo: Uma pessoa nova parece sempre melhor, afinal não conhece nossos problemas, não sabe do nosso ronco, não sabe de nossas manias, trejeitos… A pessoa que está com a gente já sabe e ainda assim quer estar junto… Então, consertar esta relação é muito mais lógico, sensível e principalmente maduro do que buscar o novo eternamente.

Quem muito troca, não está seguro de nada. Basta analisar currículos: Trocas de empresa a cada 6 meses… Só deste fato já podemos deduzir que não está bom nada para aquele candidato.

Óbvio, você não precisa se aposentar numa empresa. Você precisa sim é analisar o que é melhor, dando chance para a empresa mudar e para você mudar.

Lembre-se sempre que tudo que acontece no seu caminho é escolha e consequencias suas.

Enfim, dê chance as pessoas, empresas, situações demonstrarem o seu valor antes de querer trocar tudo por coisas novas.

Até porque: “A grama do vizinho pode ser mais bonita, nova e atraente, mas a sua tem raízes mais profundas”. (Gustavo Rocha)

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.br  |  gustavo@gestao.adv.br

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