O que Dr. House ensina sobre liderança, por Polliana Giraldello

Ele já falsificou exames para tratar pacientes com procedimentos experimentais, já roubou medicação dos pacientes, já namorou a diretora do hospital e destruiu a casa dela, já foi para o rehab e para a cadeia e sim, continua, no mínimo, intrigante.
Quem me conhece sabe que adoro seriados.

Acredito que são muito mais ricos do que as novelas, por exemplo, porque além de te permitirem desanuviar a mente depois de um dia cheio, possibilitam uma análise do meio em que estamos inseridos.
Dentre os meus seriados favoritos, está o House M.D., que está em sua last season – na 8ªtemporada – transmitida no Brasil pela Universal Channel.
House é um médico interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie, infectologista e nefrologista,que se destaca não só pelos diagnósticos diferenciais, mas por seu mau humor crônico, alémdo seu ceticismo e misantropia. Apesar de seus problemas de convivência com as pessoas,insubordinação, deboche, abuso de medicamentos, o fato de ele resolver casos dados comoperdidos por dezenas de médicos – a gestão por resultado – faz com que ele se mantenha como chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro.
Não obstante a forma, no mínimo, “pouco cortês” como trata seus subordinados, ele garante que os mesmos estarão lá dia após dia porque admiram o chefe por seu brilhantismo, mesmotendo a plena consciência de que os casos e os pacientes não passam de meros quebra-cabeças para tirar o médico do tédio.
Um ponto importante a destacar no seriado é que House sabe motivar sua equipe para produzir resultados. As tiradas mal educadas e irônicas, o mau humor constante e seusdeslizes éticos e morais funcionam como combustível para fomentar o empenho de sua
Por vezes, é o que falta no mundo corporativo moderno: um líder a quem a equipe de colaboradores possa admirar, pela competência no desempenho de suas funções e que tenhao dom de desafiar os seus colaboradores.
Como seres humanos, somos movidos a desafios. Sentir-nos desafiados é o que nos faz sair dazona de conforto, do comodismo, no afã por resultados.
E resultados são justamente o que as empresas buscam, ou seja, colaboradores que seempenhem na busca dos mesmos.
A meu ver, o “desafio de criar desafios” não é tão complicado assim: o rodízio de atividades,de modo a fazer com que os subordinados tenham a oportunidade de mostrar suashabilidades executando tarefas diversas das usuais pode ser um grande motivador no sentidoque faz com que cada um “se encontre” dentro do seu ambiente de trabalho.
Acredito que o desafio mais difícil seja o de decidir fazer algo, sair do comodismo do “ dojeito que está funciona, do jeito que está já está bom”… Os grandes não se acomodam com pequenos feitos, partem para os grandes feitos, mirando o futuro!

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