Atitude é tudo, por Polliana Giraldello

Mais uma quinta-feira em que Polliana nos brinda com um artigo. Aproveitem!

Atitude é tudo!

Dia desses, me peguei revisando a minha caixa de e-mails, relendo tudo o que
um dia foi novidade, e mereceu ser guardado numa pastinha em reservado para
reflexões futuras.

Reler um texto em especial, me fez relembrar os tempos de faculdade de direito,
quando o professor de direito civil I dizia: “não sejamos polianas”, fazendo
referência à personagem principal dos livros de Eleanor H. Porter, Pollyanna, a
menina que jogava o “jogo do contente”, de forma a perceber sempre o lado bom
das coisas.

Sempre procurei um motivo para discordar desse professor, que usava o
termo “não sejamos polianas” com o significado “não sejamos ingênuos”. Mas
primeiro, divido com vocês o texto a que me refiro:

“Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer”.

“Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer”. Se
alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:

“Ah… Se melhorar vira festa”!

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de
restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como
ver o lado positivo da situação.

Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:
“Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo. Como faz isso”?

Ele me respondeu: “A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”:

“Luis, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu
escolho ficar de bom humor”.

Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender
alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo.

Toda vez que alguém reclamar, eu posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar
o lado positivo da vida. Certo, mas não é fácil – argumentei.
É fácil sim, disse-me Luis. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a
fundo, toda situação sempre oferece escolha.

Você escolhe como reagir às situações.

Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como
viver sua vida.

Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava dele quando fazia uma
escolha.

Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um erro, deixando a porta de
serviço aberta pela manhã.

Foi rendido por assaltantes.

Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo,
desfez a combinação do segredo.

Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital…

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda
com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.

Encontrei Luis mais ou menos por acaso.

Quando lhe perguntei como estava, respondeu: “Se melhorar, vira festa”!

Contou-me o que havia acontecido perguntando: “Quer ver minhas cicatrizes”?

Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua
mente na ocasião do assalto. A primeira coisa que pensei foi que deveria ter
trancado a porta de trás, respondeu. Então, deitado no chão, ensanguentado,
lembrei que tinha duas escolhas: “Poderia viver ou morrer”. “Escolhi viver”!

Você não estava com medo? Perguntei.

“Os paramédicos foram ótimos, eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia
ficar bom, mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos
e enfermeiras fiquei apavorado”.

Em seus lábios eu lia: “Esse aí já era”. Decidi então que tinha que fazer algo.

O que fez? Perguntei.

Bem… Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu
era alérgico a alguma coisa.

Eu respondi: “sim”. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e
gritei; “Sou alérgico a balas”!

Entre risadas lhes disse:

“Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um
morto”.

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas sua atitude é que os fez
agir dessa maneira.

E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre
a opção de viver plenamente, afinal de contas, “ATITUDE É TUDO””.

O meu “discordar” com o professor vinha do fato de que acredito que temos,
assim como o Luis do texto acima, a oportunidade de escolher como encararemos
a vida, inclusive a vida profissional: temos a oportunidade de nos negarmos a ser “polianas” e enxergar a realidade nua e crua, exatamente como se descortina diante dos nossos olhos, ou vislumbrarmos no “polianismo” uma forma de buscar
uma motivação interior, que como o próprio termo já diz, se trata de descobrir um
motivo interno para se tornar um agente transformador da sua realidade.

Observo que, muitas vezes, temos muita facilidade em falar: ah, estou
desmotivado (a), há muito tempo não ganho um aumento, não me sinto parte da
empresa onde trabalho, meu superior não valoriza o meu trabalho e “blá-blá-blá
whiskas sachê”.

Esse tipo de atitude tem “efeito avalanche”: tu acabas te sentindo mal,
profissionalmente, e acaba contagiando quem está perto de ti, além de gerar nas
pessoas à tua volta uma imagem negativa a teu respeito.

Obviamente nem todos os dias são perfeitos, nem sempre o trabalho é bom, ou o
chefe está com ótimo humor e a empresa, andando a passos largos. Mas perceber
tudo a sua volta com um olhar pessimista também não fará a diferença.

Permita-se viver o “Dia P” (ser “Pollyanna”, a do livro, por um dia), como uma
experiência para sentir o alcance de suas atitudes positivas. Mas não se esforce
muito: alguns “bom dia” aos colegas de trabalho e mais uns “muito obrigada” aos
encarregados da limpeza, office-boys, secretárias, colegas e superiores, seguidos
de um sorriso sincero serão o suficiente para te fazer sentir melhor com relação
ao trabalho e também farão bem aos que te rodeiam. O ambiente de trabalho
será transformado: pronto, você passou de agente passivo (e chato, diga-se de
passagem) para agente transformador do seu meio.

Muitas vezes um bom ambiente de trabalho, provocado por um dos membros
da equipe (nesses, incluo também os gestores), é o suficiente para despertar a
motivação nos colaboradores como um todo.

E se, mesmo assim, isso não for suficiente para te enxergar a tua vida profissional
com outros olhos, busque outro emprego, afinal de contas, todo mundo merece ser
feliz!

 

 

 

 

 

 

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