Reputação on line. Como anda a sua?

Reputação é muito importante. Não apenas no dia a dia, cada vez mais é importante de forma on line, pois a nossa vida está cada vez mais on line.

O jornal The National Law Journal dos EUA trouxe uma interessante reportagem que divido com vocês um trecho (leia na íntegra aqui):

Segundo a publicação The National Law Journal, o mercado de gestão de reputação (reputation management) cresceu no país oferecendo serviços para diferentes classes profissionais à medida que a complexidade das relações no mundo virtual também crescia. Porém, para alguns advogados o problema passou a ser uma questão fundamental. Envolvidos nas implacáveis “guerras de reputação” em blogs e sites, muitos desses profissionais começam a sentir no bolso o estrago que esse tipo de embate pode causar. “Tal é o mundo da internet que a reputação de um advogado pode mudar em instantes”, avalia o artigo.

Michael Fertik, chefe executivo da empresa Reputation.com, que tem como clientes inúmeros advogados, afirma que os profissionais começam a reconhecer a importância do tema. A empresa atua monitorando e, quando necessário, interferindo, por meio de uma série de ferramenta, para que a imagem do cliente não saia prejudicada em sites, redes sociais e blogs. “No caso de advogados, seus nomes estão intimamente relacionados ao sucesso profissional. Por isso, alguns dos seus opositores não hesitam em mirar nas bancas e nos próprios profissionais. E advogados são reconhecidos sobretudo por sua credibilidade”, explicou Fertik.

Por uma taxa anual, a Reputation.com, sediada em Redwood City, Califórnia, usa diversos recursos para interferir na lista de resultados quando o nome do cliente é inserido numa pesquisa na internet. A companhia faz uso de algoritmos para observar as variáveis que configuram a ordem dos resultados, como o número de cliques, por exemplo.

Ainda segundo o artigo, a questão da reputação na internet ganhou maior destaque quando as pessoas que fazem ataques depreciativos descobriram que o estrago é maior quando os comentários são publicados em sites de avaliação profissional e de recomendação de serviços, como o Google Reviews, Ripoff Report, o complaintsboard.com e o Yelp. A maioria dos ataques são de anônimos e feitos por advogados contra antigos sócios ou parceiros de negócios.

Bruce Anderson, que é doutor em engenharia, fundou, há dois anos, na Flórida, a empresa Cyber Investigation Services LLC, especializada em desarticular ataques à reputação coordenados em ambiente virtual. A companhia recebe mais de 300 solicitações de novos clientes por mês, grande parte destes, advogados. De acordo com Anderson, o problema está no que ele cunhou de “fator ex”. Em um caso recente, a Cyber Investigation Services atuou para desarticular uma série de graves acusações onlines feitas contra um advogado por sua ex-mulher. As mensagens anônimas acusavam o profissional de atividades ilícitas, como pedofilia e uso de drogas.

Porém, de acordo com Anderson, “um número razoável” de advogados contrata seus serviços por conta de ataques promovidos por outros colegas de profissão. “Na maioria dos casos, advogados não sabem como rastrear aqueles que os atacam, mesmo quando têm uma boa ideia da identidade do agressor”, disse. “Advogados não hesitam em agir quando são difamados em jornais, mas a maioria deles não tem ideia do que fazer se o incidente se dá anonimamente, repetidas vez, pela internet”, explica.

Os custos de gestão de reputação online variam. O pacote básico oferecido por uma empresa como a Cyber Investigation, por exemplo, custa entre US$ 1 mil e US$ 5 mil e inclui o levantamento do endereço IP do responsável pelas ofensas e o trabalho para articular provas para uma futura ação judicial quando solicitado.

Nem tão simples
Nos EUA, há tambem advogados que se especializaram em lidar exclusivamente com assédio e ataques de reputação on-line. De acordo com o artigo, advogados que trabalham com questões associadas à internet costumam ser mais pessimistas quanto à qualidade das soluções oferecidas por empresas voltadas para gestão de reputação online.

John Dozier Jr., autor do livro Google Bomb, que aborda o tema, e que atua como sócio da banca Dozier Internet Law P.C., sediada em Richmond, Virginia, afirma que ações judiciais decorrentes de ataques difamatórios costumam ser frustradas por complicações jurídicas envolvendo o ambiente virtual. “Quase sempre nos deparamos com questões relacionadas a Direito Constitucional, Primeira Emenda, liberdade de expressão e considerações sobre os direitos dos consumidores. Há ainda uma série de leis especializadas das quais a maioria dos advogados nunca ouviu falar e que são decisivas para o sucesso da parte ao tentar processar o difamador”, explica Dozier.

Outro problema apontado por Dozier — segundo ele, negligenciado por algumas empresas de consultoria — é que a maioria das tentativas de censurar ataques online levam a uma reação em cadeia que multiplica, em diversos outros sites, o conteúdo que o advogado está tentando extinguir. É o chamado “Efeito Streisand”, batizado por conta da tentativa da cantora Barbra Streisand, em 2003, de censurar a publicação de fotografias tiradas dentro de sua casa e vazadas pela imprensa. Os esforços da cantora resultaram em uma procura ainda maior pelas imagens e acabaram gerando um efeito de publicidade involuntária.

Há ainda, aponta o artigo, o outro lado da história, quando clientes de advogados se sentem lesados e não vêem muitas opções para tornar públicas suas reclamações. Resta assim a internet como meio de protesto. “É intimidante enfrentar um advogado, primeiro porque ele dispõe de assistência jurídica gratuita e você não”, avalia Paul Alan Levy, também advogado e fundador da organização Internet Free Speech Project at Public Citizen, sediada em Washington D.C..

“Muitas vezes, nós vemos pessoas desistindo de apresentar suas reclamações mesmo quando elas têm algo relevante a dizer. Não se pode culpar um advogado ou outro profissional por se preocupar com sua reputação, mas o que me preocupa é quando há tentativas de abafar reclamações pertinentes, pois isso envolve questões relativas ao direito do consumidor”, diz Levy.

De acordo com o artigo publicado pela The National Law Journal, a única unamidade envolvendo o tema é que a prevenção ainda parece ser a melhor estratégia. “ Não adianta; a ferramenta mais efetiva para se preservar é agir antes que seu nome seja envolvido”, diz John Dozier Jr..

A banca da qual é sócio, por exemplo, comprou cerca de três mil domínios online para evitar que eles caissem em “mãos erradas”. Fora isso, a banca é responsável por operar mais de 100 sites e uma dúzia de blogs além de participar de redes sociais, tudo apenas como forma de monitorar a reputação de seus próprios profissionais e clientes.

Contudo, o próprio especialista adverte que inundar a internet de comentários positivos não garante que notícias negativas saltem para o topo dos resultados de pesquisas feitas em sites de procura. É aí que entra o trabalho das empresas de consultorias em gestão online. “A partir daí, empresas especializadas podem realizar um grande trabalho”, avalia Dozier, autor de  Google Bomb. “Existe todo um mercado de gerenciamento de reputação crescendo, e empresas nessa área começam a fazer um bom trabalho e a prosperar”, disse.

 

Ou seja, cada vez mais as pessoas estão preocupadas com seus nomes e o que está ligado a sua marca na internet.

Qual é a marca de um advogado? O seu nome, por óbvio.

Sua reputação é construída ao longo dos anos, com muito esforço, boas atitudes e muito mais. Com um universo inteiro on line, a sua reputação começa do zero… Algumas pessoas – que já tem aquilo que se chama fama – conseguem uma reputação on line mais rápido, contudo, qualquer deslize já tem fotos e milhares de comentários no facebook criticando…

Estar on line não é para qualquer um. Manter uma reputação on line é mais difícil que no dia a dia, afinal, on line todos estão nos acompanhando…

Tem uma frase que diz isto: Ética é aquilo que você faz quando todos estão olhando e caráter aquilo que você faz quando ninguém está olhando.

A questão é: Quando tem alguém não olhando? O que é privacidade? Onde temos privacidade?

E outra pergunta: O que você posta na internet? Que tipo de conteúdo? Com qual periodicidade?

E mais: Quando alguém fala com você ou agride, qual a sua reação?

Estas respostas ajudarão a formar a tua reputação on line…

Pense bem antes de postar, pense bem antes de colocar dados, pense bem naquilo que você faz on line…

Já tá valendo trabalho a reputação on line…

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.brgustavo@gestao.adv.br

 

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