Eu e minhas divagações

Permito-me hoje uma reflexão mais intimista, pois para mim no dia 20 de Outubro é quando inicia um ano novo.

Muito temos falado de gestão, tecnologia e negócios.

A gestão virou a febre do momento. Todos falam, muitos tentam aplicar, muitos se dizem usuários de sistemas de gestão (técnicas e softwares), mas um dos pontos mais críticos da gestão poucos falam ou gostam de analisar: Os seus próprios erros.

A tecnologia tem sido um diferencial importante na advocacia. Tem criado um paradigma inclusive que separa aqueles profissionais que a dominam daqueles que tentam apenas fugir dela. Acorde! O processo eletrônico está aí, batendo as portas e molhando a bunda! Não deixe para evoluir amanhã, pois amanhã a evolução já será diferente…

Através da gestão, um dos elementos em que os escritórios jurídicos estão evoluindo é procurando agir como se fossem empresas. Tal evolução elevou aos escritórios condições de estarem próximos de negócios das empresas e criou-se um tipo de profissional  diferenciado (escasso ainda, mas em crescimento): O advogado de negócios. Aquele profissional que faz mais do que cuidar de processos, ele atua diretamente na empresa conhecendo profundamente o negócio dela e buscando parceiros, fornecedores e até compra e venda da própria empresa no mercado.

Tudo isto é maravilhoso e estimulante a própria profissão do advogado, que está em constante evolução, crescimento e mutação.

Todavia, a reflexão que faço é: Estamos preparados?

Não preparados em gestão, tecnologia e negócios, afinal, nisto temos profissionais que podem nos auxiliar (como eu mesmo, entre em contato!). Falo de estarmos preparados dentro de nós mesmos para tanta mudança.

Tenho visto profissionais lançados no mercado totalmente despreparados, seja no quesito de conhecimento, seja no quesito emocional/afetivo e principalmente racional/afetivo.

Parece que o único interesse é ganhar dinheiro. Parece que eles não entenderam a evolução pós guerra. Nosso pais e avós trabalharam muito, sem muitas condições, para nos dar o mínimo de educação e conforto que na maioria eles não tiveram. Nós, esta geração adulta atual, tem seus filhos com mais conforto, mais condições e  cria-os mais soltos, sem muitas rédeas, tentando dar-lhes uma educação chamada de madura… Ledo engano. Sem rédeas, eles pensam que tudo podem, que os mais velhos simplesmente não sabem nada e que o futuro a eles pertencem.

Pois é… Mas eles não conquistaram este futuro ainda!

Eles precisam aprender com a vida a se portar melhor, estudar muito o mercado, negócios, mas principalmente a se estudar. Isto mesmo, interiorizar o conhecimento!

Ao buscar desbastar a sua pedra interior, ele descobre que o mundo é muito maior dentro de si do que fora. O mundo aí fora não chega a 10% do que temos para nos descobrir, todos os dias.

Você quer conquistar o mundo? Conquiste a si mesmo primeiro. Para conquistar verdadeiramente qualquer coisa lá fora, terá que saber as qualidades e principalmente os defeitos que possui. Não adianta chorar para o papai e para mamãe a cada problema. Terá que enfrenta-los sozinho, com suas próprias conclusões.

Quer ter dinheiro? Primeiro, vá trabalhar de verdade. Esta utopia de que o trabalho tem que ser ideal, tem que ter só coisas boas é a proteção que os pais deram na educação. Todo trabalho tem coisas boas e ruins. Todo trabalho paga mal, afinal se está contente com que está ganhando é porque não tem ambição e sem ambição não temos como crescer.  Concordo que existem trabalhos de condições desumanas. Mas, são exceções. O que muitas vezes presencio são profissionais juniores querendo ganhar como seniors, sem nunca terem sido profissionais pleno.

Quer ser feliz? Pare de procurar a felicidade em baladas, sexo com qualquer pessoa e no trabalho como sendo único refúgio do teu eu. Procure em você, dentro das profundezas do seu ser, o que pensa e sente a respeito de tudo. Questione se você usa roupa branca e porque. Não aceite que você tem que usar gravata (ou seja, descubra dentro de si se usar é por gosto ou por obrigação e se for por obrigação, aceite de forma racional, use porque sabe que é importante na profissão que escolheste).

Enfim,

Eu e minhas divagações neste início de ano para mim… Desejo que você leitor possa ter pensado um pouco mais sobre você mesmo, com minhas ideias sobre mim mesmo.

Quer um conselho para finalizar? Aprenda a perdoar a si mesmo. Não é ter complacencia de si e achar que tudo que acontece de errado você deve se perdoar e aceitar. Perdoar a si mesmo significa aceitar que nem tudo é perfeito, que você pode errar, mas que cada erro será uma lição nova para o sucesso, seja ele profissional, seja ele pessoal.

Se o sucesso pessoal em descobrir-se vier a sua vida como algo constante, o sucesso profissional, financeiro e inclusive afetivo serão decorrentes. Começar com os outros sucessos antes, apenas te levarão a aquele sucesso.

Use as minhas divagações para iniciar as suas divagações.

Parte do meu eu já está aqui. E onde está o seu?

______________________________________________
Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

Anúncios

Marcado:, ,

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s