Liberdade…

Hoje se comemora a independência dos Estados Unidos. Uma data importante para os americanos, para outros povos e também até para os antiamericanos que se lembram desta data por outro motivo.

Para mim tem uma palavra que me vem a mente quando falamos em independência: Liberdade.

Liberdade é um conceito simples, mas não simplista. É complexo, ao meu ver.

Para muitos, liberdade no universo corporativo significa sair mais cedo, ter feriados prolongados e valores salariais elevados.

Seria isto, liberdade?

Não consigo conceber que a liberdade seja algo tão simplista.

Para ser livre, em fato, uma empresa – assim como um país – precisa ter rumos definidos e claros. Precisa ter foco naquilo que faz – famoso core business. Precisa ver mais do que apenas o mercado ao seu redor, precisa ver o impacto do mercado de maneira global no seu produto.

Como alguém pode ser livre se os rumos que vai tomar são ignorados? Já disse Seneca: Nenhum vento poderá ser favorável não souberes aonde estás indo, ou seja, de adianta um rumo sem saber aonde vamos?

O mesmo podemos perceber em relação ao produto. Você, advogado, presta serviços jurídicos a empresas. Está sempre se atualizando do direito. Parece o suficiente para ser livre? Ainda não é. E o mercado ao seu redor, como anda? Não estou discorrendo sobre guerra de preços que existem entre escritórios. Estou expondo que há no mercado jurídico inúmeras movimentações. Escritórios estrangeiros vindo para o Brasil (isto existe desde 2002, mas alguns acordaram apenas agora em 2011), dentro do território Brasileiro, escritórios migrando para outros Estados, tais como: muitos indo para o Norte e Nordeste, o Sudeste vindo para o Nordeste e para o Sul, e por aí vai. Isto impacta diretamente nos seus clientes não?

E que liberdade tem você que não vê isto?

Por falar em clientes, como pode ser um escritório jurídico livre se não sabe o que está acontecendo no mercado dos seus clientes? Quer dizer, do que adianta saber de tudo do mercado jurídico e não entender nada do mercado do seu cliente? Você acha que o seu cliente está interessado em direito? Se fosse assim, não precisava de você, estudava e aprendia o direito. O cliente quer um profissional do direito com visão do seu mercado.

Então, como ser livre?

Usando e abusando do conhecimento. Pesquisando e vivendo os mercados atuais (não apenas de mercado corporativo, mas igualmente social, pois as redes sociais estão revolucionando tudo que conhecíamos acerca de mercado – corporativo e social). Se atualizando constantemente no seu objeto de trabalho e no objeto de trabalho do seu cliente.

Paradoxalmente, somente podemos ser livres se formos comprometidos/presos a todos os outros.

Pense nisto.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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